quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

INTERESSE DO MÉDICO NO ESTUDO DA RADIOGRAFIA DO JOELHO MONOPODÁLICO

INTERESSE DO MÉDICO NO ESTUDO DA RADIOGRAFIA DO JOELHO MONOPODÁLICO

"As radiografias com apoio monopodálico são imprescindíveis para a avaliação das doenças degenerativas, fornecendo apreciação muito mais fidedigna do que as realizadas em decúbito, pois a diminuição dos espaços articulares é nitidamente observada. Além disto as radiografias com apoio monopodálico revelam também o grau de angulação e sub-luxação do joelho afetado."

Prof. Dr. José Carlos Affonso Ferreira.
 etor da Clinica de Ortopedia Instituto Affonso Ferreira.

TÉCNICA DESCRITA POR ROSENBERG NO PA DO JOELHO EM ORTOSTÁTICA.

Quem primeiro descreveu a técnica em PA foi Rosenberg; o posicionamento do paciente em relação a estativa é feito da seguinte maneira:

(fig. 01)
1. Paciente fica sobre uma escada pequena (como a usada para que o paciente suba na mesa).
2. Filme usado é o 30/40.
3. Flete os joelhos 45 graus de tal maneira que as patelas encostem na estativa.
4. Raio central na região poplítea emergindo na patela.
5. O raio é angulado 10 graus caudal.
6. O exame se faz com os dois joelhos em uma só exposição.

Com este tipo de posicionamento temos uma visão dos compartimentos lateral e medial, assim como uma visão do túnel do joelho. Porém este exame não é realizado em monopodálico o que diminui o seu valor diagnóstico.

Diante desta dificuldade para avaliação dos compartimentos, começamos a estudar uma maneira de realizar este exame com o mesmo principio descrito por Rosenberg, porém em monopodálico, e para somente avaliar os compartimentos lateral e medial.

Depois de muitos estudos, há cerca de 3 anos, no Instituto Affonso Ferreira, preconizamos para 99% dos exames radiológicos do joelho realizarmos em P.A, com esta técnica modificada; para os 1% restantes: como trauma ou criança abaixo de 13 anos, realizamos o exame com o paciente em decúbito dorsal.

MODIFICAÇÃO DA TÉCNICA DESCRITA POR ROSENBERG NO PA DO JOELHO EM ORTOSTÁTICA IDEALIZADA POR WILMAR TORRANO.

• CHASSIS: (fig. 02)
O chassis a ser usado dependerá do objetivo médico. Havendo histórico de dor ou traumas anteriores o chassis será 24/30. O 30/40 deverá ser usado especialmente em casos de deformidades.

• ORIENTAÇÕES PARA O PACIENTE: (fig. 03)
Sobre uma plataforma o paciente deverá ser orientado para ficar na posição ortostática em PA, segurando na estativa. Nesse momento é importante explicar ao examinado e/ou seu acompanhante o procedimento do exame radiológico a ser realizado. Terminado o posicionamento, pede-se que o paciente jogue o peso do seu corpo sobre o primeiro joelho a ser examinado e num segundo momento o mesmo deve ser feito com o outro joelho.

• RAIO CENTRAL: (fig. 04)
Antes de posicionar o paciente o raio central deve ser acertado, deixando a DFF a 150cm para fazer o posicionamento do chassis em relação ao raio central. O ponto do raio central entrará na altura da fossa poplítea que corresponde a uma prega que é observada na parte posterior do joelho. Em seguida, abre-se o colimador para acertar o chassis, a linha transversa deverá passar no centro do chassis.

• POSIÇÃO DA PARTE: (fig. 05)
O joelho a ser examinado deverá ficar no centro da linha longitudinal da estativa, afastando 8cm da mesma. Uma dica para me é utilizar a largura de quatro dedos (mão espalmada lateralmente) que corresponde aos 8cm. Ao colocar a mão na frente da patela, o técnico deve encosta-la na estativa e orientar o paciente para fletir o joelho até encostar a patela na estativa. Deverá ser observado se o pé do examinado está  ecionado para a estativa, de maneira com que o hálux fique na  eção da patela.

• ESTRUTURA DEMONSTRADA:
A radiografia deve englobar o máximo possível da parte distal do fêmur para que o médico possa traçar o eixo anatômico. A mesma ênfase deve ser dada à parte proximal da tíbia e fíbula.
Importante: a patela não estará visível por estar sobreposta ao fêmur.

• CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO: (fig. 06)
Observar com atenção os seguintes itens:
- Se a imagem de toda a estrutura anatômica requisitada no exame foi contemplada;
- Se houve rotação da estrutura;
- Se os compartimentos lateral e medial estão visíveis;
- Se os fatores elétricos estão corretos;
- Se foi marcado o lado de interesse e a palavra “ortostática” ou “ortostase”.

• OBSERVAÇÕES: (fig. 07)
1. O paciente deve ser bem orientado para colocar o peso sobre o joelho examinado.
2. Para melhor qualidade da imagem é recomendado o uso de 30mAs em média e para KV deve-se usar o espessômetro com a finalidade de evitar falhas na penetração do exame.
3. Para realização desse exame é necessária uma plataforma 60x60 cm, com dois degraus abertos.

Av. José Bonifácio 2656 - Jardim Flamboyant, Campinas - SP. Fone 19 3794-9100

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Quedas em crianças na urgência e de 50%

Quedas representam 50% dos atendimentos de urgência em crianças.
   

As quedas representam a principal causa de atendimentos a crianças de zero a nove anos nas unidades de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). Pesquisa do Ministério da Saúde revelou que, dos 10.988 atendimentos a crianças nessa faixa etária, 5.540 (50,4%) foram provocados por quedas. Os dados mostram ainda que o perigo nem sempre está nas ruas. A maioria das quedas, 3.838 (69%), ocorreu dentro da residência das vítimas.

Para a pediatra e coordenadora do Departamento de Análise de Situação de Saúde do Ministério, Deborah Malta, os dados revelam que a escola e a rua não são os ambientes em que as crianças ficam mais expostas. A casa é o local de maior ocorrência destes eventos. A pesquisa faz parte do sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA). As informações foram coletadas em 84 unidades de urgência e emergência de 37 cidades brasileiras entre setembro e outubro de 2007. Para o Departamento de Análise de Situação de Saúde do Ministério, o número de quedas é expressivo.

Atenção redobrada

Do total de quedas registradas pela pesquisa, 2.626 (47%) foram de crianças que caíram do mesmo nível, ou seja, foram causadas por tropeções, pisadas em falso ou desequilíbrios. Para a coordenadora Deborah Malta, as quedas são freqüentes e naturais durante a infância. "A descoberta faz parte do processo de crescimento e desenvolvimento da criança. Ter contato com tudo que há de novo, experimentar, brincar, correr. Elas não têm noção de risco ou perigo. Por isso, é importante ter sempre um adulto por perto para evitar acidentes mais graves", alerta.

A parte do corpo mais atingida foi a cabeça com 2.445 (44%) ocorrências, seguida pelos braços com 1.720 (31%) e pernas com 760 (13,7%) registros. As lesões mais freqüentes foram os cortes e lacerações com 1.426 (26%) notificações. Em seguida, estão as contusões com 1.234 (22%) e fraturas com 955 (17,2%). 
Deborah Malta explica que, em crianças pequenas, as chances de um ferimento mais grave são maiores, pois a estrutura óssea, ainda em processo de formação, não está completamente calcificada. Uma pequena queda pode levar a um acidente muito grave. A coordenadora cita como exemplo a queda de um berço, que pode provocar até um traumatismo craniano.

Prevenção

A supervisão de um adulto ou responsável que responda pela segurança da criança é o primeiro cuidado para a prevenção de acidentes. Dentro de casa, a coordenadora chama atenção para tapetes soltos, passadeiras e brinquedos espalhados pelo chão, que podem provocar tropeções. "É importante discutir com as crianças a importância da organização, de sempre colocar os brinquedos nas caixas", afirma Deborah. Outro cuidado é com as janelas, que sempre devem estar protegidas por meio de grades ou redes de proteção para evitar acidentes mais graves.

O ajuste na grade do berço também é importante. As quedas de berços são freqüentes e crianças que estão começando a engatinhar são mais vulneráveis a quedas se a proteção não estiver ajustada de acordo com sua idade. 

Na rua, o ideal é que a criança fique em um local protegido como parquinhos ou ruas sem saída. Ao praticar atividades como skate ou patins, sempre usar os equipamentos de segurança: capacete, joelheira etc. No caso da bicicleta, colocar as rodinhas de apoio quando as crianças ainda são pequenas e não têm equilíbrio.

Nas escolas, além de todos os cuidados sugeridos, a coordenadora recomenda a separação por faixa etária na hora do recreio para evitar acidentes, pois crianças maiores podem empurrar e machucar os mais novos. Em casos de desmaios, cortes com sangramento abundante, fraturas, dor intensa ou inchaços, o pai ou responsável deve procurar a unidade de saúde mais próxima.

Fonte: Ministério da Saúde

Publicado em: 15/01/2009