sábado, 25 de abril de 2009

Guamaré: TRE Cassa mandato de Mozaniel e empossa Auricélio

  • 23/04/2009 17h20min

    Guamaré: TRE cassa mandato de Mozaniel e mandar empossar segundo colocado nas Eleições 
    Para chegar a decisão, os juízes do TRE usaram o argumento de que o vice-prefeito estava inelegível pois suas contas, quando era prefeito de Guamaré, haviam sido desaprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU)

    Por Redação


    Divulgação
    Acaba de sair a decisão no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN), indeferindo o registro de candidatura do prefeito eleito de Guamaré, Mozaniel de Melo juntamente com seu vice, João Pedro Filho (foto). Com a decisão, assume a prefeitura do município o segundo colocado nas eleições do ano passado, Auricélio Teixeira.

    Para chegar a decisão, os juízes do TRE usaram o argumento de que o vice-prefeito estava inelegível pois suas contas, quando era prefeito de Guamaré, haviam sido desaprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

    Nas Eleições de cinco de outubro o resultado foi o seguinte: Mozaniel de Melo (PP) foi eleito com 3.051 votos (34,28%). O segundo colocado, Auricélio Teixeira (PTB), obteve 2.868 sufrágios (32,23%).

    José da Silva Camara (PMDB) ficou em terceiro com 2.796 votos (31,42%) e Francisco de Assis (PRB) obteve 184 sufrágios (2,07%).

Fonte: potiguarnoticias.com.br

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A qualidade da chapa depende principalmente:



Relação entre a Fonte de Radiação, o Objeto e o Filme na Imagem Radiográfica
A densidade da radiação é INVERSAMENTE proporcional à distância, visto que, os raios sendo divergentes, à medida que se afastam do objeto, menor é a quantidade de raios provenientes do foco que atingem este objeto e consequentemente o filme, assim produzindo imagem menos nítida. 
Posicionamento - importante  para evitar distorção da imagem
A qualidade da chapa depende principalmente:
*       O objeto a ser radiografado precisa estar colocado junto ao filme, para que a imagem seja próxima ao tamanho real; 
*       A fonte de Rx deve ser a menor possível e mais puntiforme possível, para se obter imagens mais nítidas; 
*       Os Raios X devem incidir perpendicularmente ao objeto a ser radiografado
*       A formação da imagem radiográfica depende da impregnação do filme por sais de prata após a passagem da radiação: 
- a precipitação determina imagens negras 
- a não precipitação determina imagens brancas 
Para se calcular a técnica radiográfica a ser utilizada para uma distância (D) de 75 cm:
E = espessura em centímetros
c.f. = constante do filme (ao redor de 20) 
Para cada tipo de tecido existe uma relação entre Kv e a mAs :
Ossos Kv = mAs
Abdome mAs = Kv . 2
Tórax mAs = Kv / 10
Recursos para se obter mAs e Kv em níveis seguros e                                 diminuir o tempo de exposição:

Para cada aumento de 10 Kv pode-se reduzir a mA à metade. Por exemplo:
E = 10 cm Para osso:
Kv = E . 2 + cf Kv = mAs
Kv = 20 + 20 40 = 40
Kv = 40 50 = 20
60 = 10
Densidades Radiológicas
Quanto maior o peso atômico, maior dificuldade terão os raios para ultrapassar o corpo Quanto maior a espessura, maior dificuldade terá a radiação para ultrapassar o corpo       Maior densidade da matéria requer maior poder de penetração dos raios densidade OSSO - radiopaco (branco) 
densidade ÁGUA (cinza claro) 
densidade GORDURA (cinza mais escuro) 
densidade AR - radiolucente (preto)
Efeito de Adição de Imagem : quando estruturas de mesma densidade se sobrepõem (ex.: dois ossos determinam imagem mais radiopaca)
Efeito de subtração : quando estruturas de densidades diferentes se sobrepõem (ex.: gás em duodeno sobreposto a imagem do fígado determina imagem menos radiopaca)

TÉCNICAS RADIOLÓGICAS APLICADAS NOS ESTUDOS DAS INSTABILIDADES 
FEMOROPATELARES
Abelardo Raimundo de Souza*
RESUMOEstas técnicas apresentadas pelo autor têm como objetivo mostrar os estudos radiológicos que podem ser utilizados nas instabilidades femoropatelares, associando exames radiológicas convencionais à tomografia computadorizada. Estudando outros fatores associados contribuintes ou não às instabilidades femoropatelares como: Estudo do eixo do membro inferior, inclinação da patela, displasia troclear e as mensurações da TA-GT e da báscula da patela através de cortes tomográficos. 
INTRODUÇÃO
A articulação femoropatelar é de fundamental importância para o aparelho extensor, pois recebe uma força de metade do peso do corpo durante a marcha normal em terreno plano, e uma força sete vezes maior que o peso do corpo ao agachar ou correr.                                                               A presença de dor femoropatelar pode o correr como queixa relacionada ao esporte em torno de 10% a 33%. Em relação às queixas no joelho de um modogeral corresponde a 20% a 40%.
Também conhecida como: síndrome da dor retropatelar, dor anterior do joelho, artralgia femoropatelar, condromalácia patelar e outras.
Há algum tempo existia uma certa dificuldade por parte dos estudiosos de joelho que era como classificar as doenças femoropatelares. Da mesma forma as técnicas radiológicas existentes e aplicadas na obtenção das imagens para estudos dessa articulação ficavam a desejar. Com o desenvolvimento tecnológico e a formação de profissionais da radiologia cada vez mais capacitados junto a outras experiências adquiridas deixando os cirurgiões de joelho amparados e, que, finalmente pudesse firmar com segurança as diferentes condutas terapêuticas, podendo portanto ser mais bem classificadas e tratadas.
O primeiro estudo morfológico da tróclea com radiografias foi realizado em 1964 por Brattstron e cols utilizando incidências axiais da patela com isso pôde-se medir o ângulo troclear e a altura de suas vertentes. As medidas da TA-GT em radiografias foi realizadas em 1978 por Goutallier e Cols. Os primeiros estudos da TA-GT através de imagens tomográficas só aconteceram em 1979 por Judet e Massare. A análise na radiografia em perfil para identificar insuficiência da tróclea e na posição rotuliana foi realizada em 1985 por Maldague e Malghem. Nessa análise a técnica radiológica teve um papel muito importante, tanto no posicionamento quanto na qualidade da imagem e nessa análise foi introduzida a noção da saliência e da profundidade da trócleaDejour em 1987 após analisar varias radiografias em perfil de joelho descreveu e classificou as displasias trocleares em tipo I, II e III. 
Estudo radiológico convencional

Incidências:
- AP. Panorâmico dos MMII posição ortostática com apoio bipodálico;
- PERFIL Absoluto dos joelhos com apoio monopadálico e flexão de 30º;
- AXIAL de Patela bilateral.TÉCNICA:Nas incidências AP. (anteroposterior) panorâmico dos MMII o profissional das técnicas radiológicas deve fazer uma breve avaliação das condições morfológicas do paciente com a finalidade de posicionar e escolher o filme ideal para o exame, em seguida colocar o paciente em posição ortostática junto ao buck mural sobre um anteparo ou escada, em posição anatômica com apoio bipodálico Fig.1. O raio deve ser direcionado para o pólo inferior da patela e para o centro do filme, a uma distância F.F. de + ou – 1.10 cm.
Nesta incidência Fig.2, avalia-se eixos dos MMII, como: Valgismo ou varismo, espaço articular, presença de processos degenerativos e uma impressão inicial sobre a altura da patela e também é útil para visibilizar eventuais centro de ossificação acessória.
INCIDÊNCIA LATERAL (perfil absoluto dos joelhos).
Paciente em posição ortostática lateral junto ao buck mural sobre um anteparo fazendo apoio monopadálico com flexão do joelho aproximadamente de 30º . Fig.3, raio central deve incidir no pólo inferior da patela e para o centro do filme 18X24 a uma distância F.F. de + ou – 1.10cm. Esta incidência é útil para determinar falência ligamentar e altura da patela, que é mensurado pelo método de Insall e Salvati Fig.4, onde se mede o comprimento do ligamento patelar sobre a maior medida diagonal da patela, cujos valores normais variam de 0.8 a 1.2, saindo desse padrão, encontra-se uma patela baixa ou alta. ou pelo método de Deschamps Fig.4.1 Um outro método que também se pode utilizar é o de Blackburne e Peel Fig.5, que expressa a razão do comprimento articular da patela sobre o valor da distância da superfície articular da tíbia e a superfície articular da patela. Essa relação varia de 0.54 a 1.56. As incidências laterais dos joelhos são úteis também na avaliação da morfologia troclear, cuja linha troclear lateral deve terminar bem próximo à linha troclear medial, sem cruzar a central.

AXIAL DE PATELA
Paciente em DDH (decúbito dorsal horizontal) fazendo flexão do joelho a ser radiografado em aproximadamente 30º Fig. 6, pede-se que o paciente segure o filme apoiado sobre sua coxa e o raio central deve ser projetado para o tendão patelar, observando a sombra da patela projetada rente a linha média do filme 13X18. deverá ser feita uma boa colimação dos raios para que não haja dispersão de raios X, E que possa ser dividido o filme para as duas incidências. As imagens obtidas por estas incidências são excelentes para avaliar a articulação patelotroclear Fig. 7. É útil para traçar o ângulo de congruência articular que varia de -6 a + ou -11º e também o desvio da patela em relação a tróclea Fig.8








Fig.9) Medidas do ângulo de congruência articular
Fig.10) Medida da báscula da patela
  Fig.16                                                                                                                         
Fig.6) Índice Caton Deschamps                                                                                                                         Fig.7) Índice Brackburne Peel




Fig.9) Medidas do ângulo de congruência articular

Fig.10) Medida da báscula da patela

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DOS JOELHOS
- Medidas da báscula da patela
- Medidas da TA-GT
PROTOCOLO INICIAL:
- Paciente em posição DDH
- Pés em rotação externa em 15º
- Apoio plantar
- Quadríceps relaxados 
- Selecionar entrada no gantry-feet first Fig.9
TÉCNICA
Após topograma fazer 2 planos de cortes com 5mm de espessura e 5mm de espaço e usar filtro para osso, o primeiro plano de cortes inicia-se pela porção média da patela e deve seguir até mostrar um arco de aspecto arco romano formado pela fossa intercondiliana fig.10 e 11. O segundo plano de cortes inicia-se ao nível da epífise proximal da tíbia e termina logo após passar pela porção mais elevada da TAT (tuberosidade anterior da tíbia)Fig.16   











Fig.11) Entrada no gantry, pés em Rotação externa em 15º 
Fig.12) Quadríceps relaxados 
Fig.13) Topograma





Fig.15) Imagem que melhor mostra o arco de aspecto arco romano
Fig.16) Imagem que melhor mostra o ponto mais elevado da TAT
MEDIDAS DA BÁSCULA DA PATELA:
Para se fazer às medidas da báscula da patela deve selecionar a imagem que melhor mostre o arco de aspecto arco romano formado pela fossa intercondiliana, em seguida deve utilizar 3 linhas para essas medidas, a primeira linha deve ser passada tangenciado os bordos posteriores dos côndilos femurais, em seguida deve ser passada uma segunda linha que travessa a patela ao meio. E para que possa ser formado um ângulo a ser medido uma terceira linha deve ser utilizada e que deve ser paralela a primeira e elevada até fechar o ângulo a ser medido, Figuras 17, 18, 19 e 20.








Fig.18) Exame pronto
Fig.19) Medidas da báscula da patela caso II lada direito
Fig.20) Medidas da báscula da báscula da patela caso II lado esquerdo

MEDIDAS DA TA-GT:
Para as medidas da TA-GT deve ser utilizado recursos de software do tomógrafo, onde devera sobrepor as imagens escolhidas que melhor mostre o arco romano com a imagem que mostre o ponto mais elevado da tuberosidade anterior da tíbia.Fig.21 Daí será utilizado 3 linhas para a mensuração, a primeira linha deve ser passada tangenciando os bordos posteriores dos côndilos femurais, a segunda linha deve sair da garganta da tróclea perpendicularmente a primeira e a terceira linha sai do ponto mais elevado da TAT também perpendicular a primeira e paralela a segunda, por último deve então medir a distância entre a segunda e terceira linha cujo valor normal é de 13mm.










CONCLUSÃO
Podemos perceber nos dias atuais que não são os médicos, os únicos profissionais que lidam diretamente com os pacientes, mas todos os profissionais desta área e, que também são responsáveis pelo sucesso nos tratamentos. Os técnicos e tecnólogos em radiologia deverão compreender-se como elemento ativo de uma equipe multiprofissional que entendemos ter como um dos objetivos, melhorar sempre e mais a sua qualificação profissional para que possa atender as exigências do atual mundo globalizado.*Tr. em radiologia médica, Presidente do CRTR 9ª Região, funcionário do Instituto Ortopédico de Goiânia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- Dejour H., Walch G. La pathologie femoropatellaire. 6 eme Journees Lyonnaises de chirurgie du genou, Lyon. 1987
- Dejour H. instabilités de la rotule. Encyl med chir Appareil locomoteur 14-328-a-10, 1996,1-8
- Sizínio H. e Pozzi J., ortopedia e traumatologia. Princípios e prática. 1995,20ª edção, cap.15,244-263
- Insall Jn. Disorders of patella. In: Insall Jn. Editor. Surgery of the knee. New york: Churchill Livingstone; 1984.P191-260
- Blackburn Js,Peel Te. A new method of measuring patellar height. J bone joint surg 1977;
59b:241-242

FONTE: NÓS E AS RADIAÇÕES