terça-feira, 19 de maio de 2015

Técnicos em radiologia do hospital Walfredo Gurgel resolveram fazer teste para comprovar possível vazamento de radiação.


Técnicos em radiologia do hospital Walfredo Gurgel resolveram fazer teste para comprovar possível vazamento de radiação. 

Eles colocaram uma cassete onde ficam os técnicos digitalizadores, e foi realizado uma radiografia de tórax em perfil no buck mural e após digitalizar o ecran no digitalizador que mostrou imagem de radiação onde mostra, provavelmente a bandeja do buck mural e que consequentemente atinge diretamente os operadores que estão na câmara de digitalização de imagem ou seja enquanto se realiza um exame de raios-x no buck mural significa que uma descarga de raios-x estão atingindo direitamente os profissionais 
Os raios atravessam a madeira, a bandeja de aço, a grade, o paciente e a parede que deveria ser blindada a ponto de não passar tal radiação. Deveriam estar protegidas.
“Estamos recebendo radiação alta e arriscando a nossa saúde. Deve ser por isso que há mais de dois meses não recebemos o relatório dos dosímetros”afirmou um técnico de radiologia, que não quis se identificar. O dosímetro é o equipamento individual, que mede a radiação a que cada servidor é exposto mensalmente, e é uma exigência da portaria 453/98, do Ministério da Saúde. É a única forma de saber se o nível de radiação não está ultrapassando os limites aceitáveis. No entanto, além de atrasar o fornecimento dos dosímetros, os laudos também não estão sendo divulgados aos servidores.
“Eu vou trabalhar com medo de adquirir um câncer, pois gosto do que faço, mas estamos correndo risco de vida, será que ninguém vai fazer nada? Só quando alguém morrer?”, desabafou. Os técnicos de radiologia são responsáveis pelos exames de raios-x, tomografias e arco cirúrgico, raios-x no leito e nas UTIs, essenciais para o atendimento à população. 

O Sindsaúde exige a divulgação dos laudos, medidas para impedir o vazamento de radiação no Hospital Walfredo Gurgel e a averiguação de possíveis vazamentos em outros hospitais, como o Deoclécio Marques.

Fonte: SINDSAUDE